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Reflexões

Reclamações durante o intercâmbio

Carol Braziel postou em 17 nov 2015

Convenhamos, reclamar é um dom que nós, seres humanos, temos e que utilizamos com ou sem razão, certo? Levando esse fato para o mundo dos intercambistas da Ilha, sabemos que um dos principais temas das lamúrias é o queridíssimo visto e tudo que envolve o bom andamento da vida do intercambista.

Como uma tentativa de amenizar ou, no melhor dos mundos, eliminar alguns desses problemas, listamos os cinco principais pontos que valem a reflexão. A ideia é que os assuntos sejam colocados em pauta para que você avalie com mais clareza e se prepare ao máximo para não se frustrar durante essa experiência.

Como assim? Eu tenho o visto!

Uma declaração que pode nos meter em algumas ciladas é acreditar que ter o visto nos iguala aos nativos. Entenda, ele possibilita, sim, que trabalhemos e estudemos (no caso da Irlanda), mas não nos torna um cidadão irlandês/europeu. Ou seja, mesmo com o lindo visto em nosso passaporte, seremos tratados como estrangeiros, principalmente pelos irish mais conservadores. E ainda teremos que provar nosso valor muito mais do que gostaríamos. Não é por que temos o visto que a competição pela vaga será igual aos demais concorrentes ou, ao se ver em meio a uma briga num pub, que seremos ouvidos com o mesmo respeito que o nativo que xingou sua mãe, mexeu com seus amigos e desrespeitou toda a geração da sua família.

Que injustiça! Eu tenho o visto! Créditos: shutterstock.

Créditos: Shutterstock.

Como assim? Não posso trabalhar 40h?

Como quase todo mundo sabe, a lei permite  20 horas semanais de trabalho enquanto estivermos estudando, tendo permissão de trabalhar uma carga horária de 40 horas semanais somente durante os meses de maio, junho, julho e agosto (período de férias escolares e temporada de verão na Europa), além do período de 15 de dezembro a 15 de janeiro (recesso de final de ano). Isso nos leva a uma situação muito comum entre os intercambistas, que é ter que trancar o curso para utilizar as horas para trabalhar e ganhar mais dinheiro, o que acaba aumentando a frustração da experiência.

No entanto, temos que avaliar, também, que essas mudanças aconteceram como uma forma de garantir que não haja abusos em relação à carga horária do estudante. Quem já está no país sabe muito bem que isso acontece e é pior com estrangeiros, que muitas vezes precisam do dinheiro para sobreviver e aceitam situações de quase escravidão. E nesse ponto nós, intercambistas, nos encaixamos perfeitamente e nos tornamos alvo fácil. O importante, se você está se programando para desembarcar na Ilha, é ler tudo sobre a nova lei, conversar com o máximo de pessoas que já estiverem no país e verificar se a realidade bate com o que você está esperando, inclusive na parte financeira. Isso fará com que situações como essas não minem sua experiência.

estrangeiros que muitas vezes precisam do dinheiro para sobreviver e aceitam situações de quase escravidão. Créditos: shutterstock.

Créditos: Shutterstock.

Com a nova lei, os preços das escolas ficaram absurdos

Bom, aqui é a básica e famosa lei da oferta e da procura. Com menos concorrentes no mercado, os valores subiram (e muito, em alguns casos)! Isso por que, após o fechamento de várias escolas nos últimos anos, foi feita uma mudança na lei (dentre as alterações citadas no item anterior) e uma fiscalização mais rigorosa foi iniciada, resultando em muitas escolas não se enquadraram nos padrões de qualidade e seriedade, e fossem fechadas ou proibidas de emitir o visto de estudante. E o que aconteceu após tudo isso? As escolas que conseguiram continuar com a permissão subiram seus preços, e não há muito o que podemos fazer a respeito senão orçar com o máximo de opções, negociar descontos, verificar os prós e contras e entrar contato com ex-alunos para saber se o valor cobrado é apenas pelo fato de poder emitir o visto ou se a escola realmente oferece um bom ensino e suporte à você quando desembarcar na Ilha.

Com a nova lei, os preços das escolas ficaram absurdos! Créditos: shutterstock.

Créditos: Shutterstock.

Quero trabalhar na área, mas os irlandeses não me dão oportunidade

Assunto mais comentado no mundo dos intercambistas, a dificuldade de conseguir um emprego é uma realidade. Isso pois, como citado acima, não podemos acreditar na falsa ideia de que ter o visto elimina os problemas culturais e nos iguala aos irish. Ainda teremos, sim, que nos empenhar muito mais e mostrar aos contratantes que nosso currículo é melhor e que vale a pena apostar em nosso trabalho, independente da função que esteja almejando. Por isso, sempre informamos que mandar currículos online talvez não seja suficiente, mas que solicitar 5 min do gerente para se apresentar pode ser um auxílio crucial nesse processo. Nossa sugestão é se manter sempre atualizado de como o mercado irlandês está evoluindo. Quais os setores com maior demanda, quais empresas oferecem vagas a estrangeiros (pois isso significa uma cultura empresarial com espaço para nós) e como seu currículo se encaixa nas vagas disponíveis. Com isso em mãos, você terá mais argumentos a seu favor na hora de explicar por que sua contratação é a decisão correta.

Créditos: shutterstock.

Créditos: Shutterstock.

Que? Seguro saúde? Tenho mesmo que pagar?

Todo intercambista já fez esse questionamento ao fechar seu pacote para a Irlanda, certo? Pra quem não sabe, por aqui é obrigatório que você pague o seguro saúde do país se quiser a liberação do seu visto, mesmo que já tenha adquirido outro seguro. Mas calma, antes que você reclame, entenda por que é melhor pagar e ter acesso a esse serviço.

Bom, quem já orçou/contratou um seguro saúde opcional (GTA, etc.), sabe que o valor é alto e que, muitas vezes, não cabe na nossa realidade financeira, fazendo, muitas vezes, com que optemos por viajar sem qualquer tipo de resguardo. Só que, no caso da nossa Ilha Esmeralda, se precisarmos de qualquer atendimento médico os valores são absurdamente caros (não existe SUS por aqui). Então, para garantir que nenhum estudante entre no país sem acesso ao atendimento público de saúde, tornou-se obrigatório aos que pretendem tirar o visto que paguem o seguro governamental. Acredite, isso é uma boa para nós, pois a taxa é barata se compararmos com os demais seguros e nos assegura um limite máximo no valor do atendimento em muitos dos serviços hospitalares. Não deixe de conferir o artigo “Top 5 dúvidas sobre o seguro saúde” para entender como ele funciona.

Créditos: shutterstock.

Créditos: Shutterstock.

Revisado por Tarcisio Junior
Imagens via Shutterstock

Sobre o Autor


Carolina Braziel é formada em Relações Públicas e pós-graduada em MKT pela ESPM|Brasil. Com mais de seis anos de experiência em MKT, decidiu vivenciar o sonho de morar na Europa, mais precisamente na terra dos Leprechauns. Apaixonada incurável por viagens, tem como vício a leitura e pesquisa sobre destinos, curiosidades e roteiros de viagens pelo mundo.

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