Saiba como é ser busker em Dublin

Saiba como é ser busker em Dublin

Elizabeth Gonçalves

3 anos atrás

Foto: Allison Achauer | Dreamstime

Foto: Allison Achauer | Dreamstime

Dublin é uma capital musical, não sendo necessário caminhar muito pelas ruas da cidade para se deparar com talentosos músicos de rua, os chamados buskers. É por isso mesmo que hoje vamos contar aqui no E-Dublin como é viver de música na Irlanda com a história do Fábio Rodrigues, um gaúcho de 21 anos que vem dando o que falar nas ruas da capital irlandesa.

Antes de embarcar para Dublin, Fábio conta que se apresentava com o pai num restaurante de uma cidade no interior de Santa Catarina. Lá eles tinham um repertório composto basicamente por músicas MPB. Entretanto, ao ouvir as canções de Stevie Wonder, Fábio decidiu aprender inglês pois, assim, poderia cantar essas músicas. Como consequência, surgiu a ideia de fazer um intercâmbio.

Busking in Dublin

A primeira experiência de Fábio como busker em Dublin aconteceu duas semanas após desembarcar no país. Para isso, escolheu a Grafton Street, uma das mais movimentadas ruas de comércio da cidade. “Não tinha o equipamento ideal para a minha primeira apresentação, que aconteceu numa manhã de abril. No final, ganhei apenas 2 euros”, lembra. A experiência valeu para começar a ganhar confiança – já na segunda apresentação, terminou com o saldo de 12 euros.

Fábio se apresenta diariamente na Grafton Street. Foto: Acervo Pessoal

Fábio se apresenta diariamente na Grafton Street. Foto: Acervo Pessoal

Por tocar um repertório variado, mescla músicas populares de R’n’B com ritmos latinos e também música brasileira. Além de possuir uma voz marcante, ele acaba atraindo a atenção do público, tanto que, há alguns meses, o jornalista irlandês Carl Kinsella comentou em seu Twitter que ele é o melhor músico que ele já viu na Grafton Street.

Fábio também chegou a atrair a atenção de olheira do programa de caça talentos inglês X-Factor. “Ela pediu o meu contato no Dublin City Council, onde nós, buskers, temos que nos registrar para poder tocar nas ruas. Encaminhei um vídeo com minha performance e estou no aguardo do retorno”, conta.

Para Fábio, ter autonomia de tocar o que quer é um dos pontos positivos de se apresentar nas ruas, além de poder fazer seus próprios horários. “Quem gosta, para pra escutar. Quem não curte, segue andando”, diz. Mesmo já tendo se apresentado em um pub na cidade, ele afirma que prefere as ruas.

Questionado se dá para viver de música na Irlanda, ele responde que sim. “Tendo talento e um bom amplificador, é possível conseguir se sustentar por meio do busking”, afirma.

E o que não faltam são buskers na Grafton e Henry Street, locais onde ele toca quase todos os dias. Apesar da grande quantidade de artistas, ele garante que o convívio com os outros músicos é extremamente amigável, que eles sempre conversam e até se ajudam.

A rotina de Fábio como busker nas ruas de Dublin já dura mais de um ano. Entre seus objetivos, ele planeja começar a compor em inglês. “Sou muito feliz fazendo o que amo e tocando nas ruas de Dublin. Também pretendo gravar músicas próprias no futuro e aperfeiçoar ainda mais o meu inglês”, conta.

Imagem de capa via Dreamstime
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Elizabeth Gonçalves
Elizabeth Gonçalves, Jornalista viciada em cinema, música e literatura. Paulistana, se apaixonou por Dublin, onde mora há cinco anos e sonha em fazer uma viagem de volta ao mundo.

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