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Esportes

Torcedores gays estarão seguros na Copa do Mundo da Rússia?

Rubinho Vitti postou em 26 mai 2018

Com mais de 140 milhões de habitantes, a Rússia é considerada um dos países mais homofóbicos do mundo. Não apenas por parte da população, mas com um governo que incentiva o ódio, a intolerância e o preconceito.

Por isso, turistas homossexuais, que estão de olho na Copa do Mundo que acontece em junho, precisam pensar duas vezes (ou mais) antes de embarcar para aquele país.

Até mesmo a capital Moscou, por mais cosmopolita que seja, tem relatos de violência contra homossexuais. Foto: Xantana/Dreamstime

Até mesmo a capital Moscou, por mais cosmopolita que seja, tem relatos de violência contra homossexuais. Foto: Xantana/Dreamstime

Lei contribui para a intolerância

A homossexualidade na Rússia deixou de ser crime em 1993, apenas há 25 anos. Apesar disso, uma nova lei teria colocado a homofobia de volta à tona cinco anos atrás, proibindo a divulgação de equiparação de direitos iguais entre gays e heterossexuais para menores de idade.

O código 6.13.1 considera esse tipo de campanha uma “propaganda da homossexualidade”. Ou seja, mensagens de apoio a homossexuais e símbolos, como a bandeira com as cores do arco-íris, não podem ser exibidos publicamente com o risco de multa e prisão.

População apoia homofobia

A lei “antipropaganda” LGBT é apoiada pela população russa. Segundo pesquisa realizada no país, cerca de 90% dos russos disseram ser favoráveis à legislação. Casos de violência verbal e física acontecem todos os dias pelas ruas da Rússia, inclusive na capital, Moscou.

Por isso, instituições de apoio à comunidade LGBT e aos direitos humanos, aconselham os homossexuais a não expressarem afeto em público e ficarem atentos durante suas visitas ao país.

Declarações homofóbicas de Putin

O presidente Vladimir Putin reforça preconceito na Rússia com opiniões polêmicas. Foto: Igor Dolgov/Dreamstime

O presidente Vladimir Putin reforça preconceito na Rússia com opiniões polêmicas. Foto: Igor Dolgov/Dreamstime

O presidente Vladimir Putin não mede palavras ao falar sobre a homossexualidade. Como qualquer político, já tentou amenizar, dizendo que o país é seguro para os gays.

Em 2014, pouco antes dos Jogos de Inverno, ele disse que “não há perigo para as pessoas desta orientação sexual não tradicional que estão planejando vir para os Jogos como visitantes ou participantes”.

No entanto, enfatizou que considera a homossexualidade uma porta aberta para a pedofilia e culpa casais homoafetivos pela baixa natalidade no país.

FIFA está preocupada com homofobia na Copa do Mundo

Desde que a Rússia foi selecionada como país-sede da Copa do Mundo 2018, a FIFA tem se mostrado preocupada com a homofobia no país. Recentemente, a federação divulgou que permitirá a exibição de bandeiras LGBT nos estádios e que se esforçará para garantir a segurança da comunidade gay.

Cartilha “ensina” prevenção de gays contra violência na Rússia

Fare (Football Against Racism in Europe) divulgou uma cartilha que previne e orienta homossexuais que vão à Rússia para participar da Copa do Mundo. Dicas como não demonstrar afeto em público e informações sobre a atual situação homofóbica no país estão incluídas no material.

Instituições trabalham para reverter quadro de intolerância

Protestos em 2013 na República Tcheca, que faz parte da Rússia, contra a lei de proibição da “propaganda gay”. Foto: Wrangel/Dreamstime

Protestos em 2013 na República Tcheca, que faz parte da Rússia, contra a lei de proibição da “propaganda gay”. Foto: Wrangel/Dreamstime

Toda intolerância gera uma reação de luta. Na Rússia não é diferente, e diversas instituições tentam reverter o quadro grave de homofobia no país.

Uma delas é a Russian LGBT Network. A organização entende o sofrimento da comunidade gay, que sofre o risco de violência em todos os lugares. Ela realiza eventos de conscientização e respeito, além de relatar abusos do país para o resto do mundo.

Imagens via Dreamstime
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Sobre o Autor


Rubinho Vitti é jornalista de Piracicaba, SP. Vive em Dublin desde outubro de 2017. Foi editor e repórter nas áreas de cultura e entretenimento. Também é músico, canceriano e apaixonado por arte e cultura pop.

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