Como evitar o assédio trabalhando como cleaner na Irlanda

Como evitar o assédio trabalhando como cleaner na Irlanda

Caroline Rodrigues

3 semanas atrás

Seguro Viagem

Sabia que é obrigatório ter um seguro viagem para ir pra Europa?

O trabalho de cleaner na Irlanda é superpopular entre os brasileiros estudantes de inglês. Querendo ou não, é com ele que grande parte dos intercambistas se vira até conseguir um trabalho mais estável.

A atividade é uma excelente oportunidade para quem chega ao país e ainda não consegue se comunicar bem em inglês. É informal e, em alguns casos, a hora trabalhada pode valer mais que o salário mínimo.

Porém, muitos podem desconhecer que alguns propensos clientes acessam os anúncios de cleaners para outros fins. Principalmente as meninas podem sofrer algum tipo de assédio quando vão trabalhar em casas particulares.

Para não cair em ciladas, vamos contar, neste artigo, algumas histórias de estudantes que precisaram contornar propostas indecorosas vindas de supostos clientes enquanto trabalhavam como cleaner na Irlanda.

Como acontece o assédio contra cleaners na Irlanda?

Foto: Shutterstock

O trabalho de cleaner na Irlanda é bem comum entre brasileiros intercambistas. Foto: Shutterstock

Normalmente, o assédio não passa de um telefonema ou de mensagens no celular. Propostas para fazer a limpeza de roupa íntima ou a indagação de que depois da limpeza você realize massagem são as mais comuns. Alguns são diretos, outros tentam ganhar a sua confiança falando o que necessita na limpeza e só depois apostam na investida.

Ninguém está livre de vivenciar uma situação assim, mas dá para evitar adotando algumas medidas na hora de redigir o post nos sites gratuitos de anúncios de trabalho. As cleaners na Irlanda com mais experiência na área alertam que informações como a nacionalidade e a idade podem ficar de fora. E, no espaço da foto, é possível colocar uma imagem genérica de produtos de limpeza. Essa estratégia inibe os “engraçadinhos” de plantão.

Leia também: Como se preparar para ser cleaner na Irlanda?

R.R.S, 34, colocou um foto e, em seguida, recebeu um e-mail de um suposto cliente. Ele falava, no corpo do texto, que tinha visto a foto dela, achou bonita e queria convidá-la a fazer um filme erótico, mas não pornô. Também estava anexo ao texto o script da obra cinematográfica proposta. “Eu não respondi e parei de anunciar”, conta ela, que preferiu não se identificar.

Existem ainda os mais diretos, que pagam 90 euros por hora por uma limpeza acompanhada de massagem. Parece absurdo, mas pode realmente acontecer. Como a prostituição é proibida na Irlanda, o público busca formas alternativas de conseguir o serviço de ordem sexual. Mas essas situações não são maioria.

Também vale lembrar que, em todos os casos abordados neste texto, os assédios ficaram restritos a mensagens e bastou uma resposta deselegante para afastar o audacioso.

Experiências (boas e ruins) como cleaner na Irlanda

Existem supostos clientes que usam o contato para assediar quem trabalha como cleaner na Irlanda. Foto: Kelly Sikkema/Unsplash

Eu fiz um post em um site da Irlanda e posso dizer com certeza que os casos de assédio são isolados e não representam a totalidade dos clientes.

Das cinco pessoas que buscaram o serviço, apenas um estava “fora do esquadro”. Os demais eram mães de família e empresários, como um corretor de imóveis, que é meu cliente até hoje.

Primeiro vou falar da má experiência, na qual um homem me ligou pedindo um serviço de cleaner por três horas no centro da cidade. Ele passou todos os detalhes do serviço por mensagem e, em seguida, ligou para falar a peculiaridade do trabalho. Ele disse: “Percebi que você entendeu o serviço, mas quero pedir que durante o trabalho você esteja de top-less”.

Por um momento, pensei que meu inglês tivesse me pregado uma peça e respondi daquele jeito: “What?”

A voz dele mudou na hora e ele argumentou: não se preocupe “no touch you, only see”. Fiquei furiosa e respondi com um monte de palavrões. Comecei pelos que sabia em inglês e depois fui para o português mesmo.

Depois disso, ele nunca mais ligou.

Leia também: Por que o trabalho básico é importante durante o intercâmbio na Irlanda?

Um dos clientes que fiz nos sites trabalha em uma imobiliária e me paga para limpar casas desocupadas que serão abertas para visitação. Passo no escritório, pego as chaves, limpo em menos de duas horas e pronto, estão garantidos os meus 30 euros.

No começo, fiquei meio desconfiada, mas logo ele se mostrou um cara sério e, como sempre estou na casa sozinha, a segurança é ainda maior.

Outra cliente que eu consegui pelo site e me rende cerca de 40 euros por semana é uma senhora, mãe de 3 filhos. Ela é bem bacana, reserva alguns minutos para praticar inglês comigo e paga ao final do trabalho. Às vezes penso que o valor é mais pela companhia do que pelo trabalho.

Como diz o ditado, de grão em grão a galinha enche o papo. Com esses dois clientes, garanto o dinheiro do mercado e, ainda, as pints do final de semana. Inclusive, paguei minhas passagens para Paris com o dinheiro do serviço.

Conheço pessoas que conseguiram o primeiro trabalho formal a partir da indicação de um cliente de cleaner na Irlanda. Então, não se intimide pelas histórias.

Medidas de segurança

Além de evitar colocar informações como a sua idade, nacionalidade e foto no site, algumas medidas podem ajudar na hora de garantir a segurança como cleaner na Irlanda:

  • Sempre formalize o que foi acertado por mensagem ou via e-mail
  • Converse para estabelecer os detalhes e procure informações extras
  • Só aceite o trabalho quando se sentir segura
  • Avise os amigos sobre o serviço e mande a localização pelo celular quando chegar ao local
  • No decorrer da conversa com o cliente, tente incluir algum assunto para ele entender que as pessoas sabem onde você está
  • Corte qualquer tipo de piadinha ou perguntas relativas à vida pessoal
  • Ao se sentir ameaçada, chame a Garda

 

Leia também: O que fazer em caso de violência contra a mulher na Irlanda?

Veja também

Como é o Regime Trabalhista na Irlanda?

Caroline Rodrigues
Caroline Rodrigues, Formada em Jornalismo na Universidade Federal de Mato Grosso. Trabalhava em Cuiabá, onde perambulou por vários veículos de comunicação e assessorias de imprensa por 13 anos. Depois de tomar um café e conversar com amigos, achou que estava engaiolada e resolveu encarar um intercâmbio depois dos 30.

Este artigo foi útil?

Você tem alguma sugestão para a gente?

Obrigado pelo feedback! 👋

O que ver em seguida

Cadastre-se em
nossa newsletter

Seu email foi cadastrado.

Cadastrar outro email

Comentários

🍪

Este site usa cookies para personalizar a sua experiência. Ao utilizar o E-Dublin você concorda com a nossa política de privacidade.

Aceitar e fechar