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Divã E-Dublin

Um Ano Sabático… Uma Vida Sabática!

Juliana Polydoro postou em 05 dez 2015

Em 2012 passei por algumas situações que me fizeram questionar  meus conceitos, padrões sociais e a forma como havia construído a minha vida. Esse questionamento me fez tomar uma decisão muito importante, decidi que a única coisa que queria era saber “Quem eu sou”, nada mais importava. Até então havia vivido uma vida que claramente parecia que não era minha.

Comecei a enxergar um longo caminho a ser percorrido para que eu alcançasse a resposta para a minha pergunta. Decidi, então, percorrer esse caminho interno e, para isso, um caminho fora de mim também deveria ser trilhado, o que acarretou uma mudança completa na minha vida.

Foto: Sherif Tamim El Naggar

Foto: Sherif Tamim El Naggar

Como vocês podem perceber, não foi uma decisão por um ano sabático, um ano de afastamento para descansar e conhecer o mundo, foi uma decisão por uma vida sabática, uma vida em que a única coisa que importa é o autoconhecimento.

Quando ainda estava no Brasil, fiz uma viagem para Nova York. Andava o dia inteiro, vendo todas aquelas coisas que nunca tinha visto e lá eu percebi que andar era um instrumento de meditação para mim e que me ajudava nessa minha busca.

Voltei para o Brasil, vendi todas as coisas que eu tinha e me mudei para a Irlanda. Em Dublin, vivi muitas experiências com diferentes trabalhos, conhecendo diversas pessoas e viajando para muitos lugares. Andava muito, todos os dias e finais de semana e todas as vezes que eu caminhava percebia que ia aumentando a minha autopercepção. Foi quando eu decidi fazer o Caminho de Santiago de Compostela.

Fiz o Caminho pela primeira vez em 2013. Caminhei por 17 dias no caminho Francês, na Espanha, comecei em León e terminei em Santiago. Depois caminhei para Finisterre. Nesse primeiro caminho eu tive contato com o que eu chamo de meu “Eu Verdadeiro” – minha Consciência. Acredito que seja porque o ato de caminhar é um ato de meditação, então se caminhamos muitas horas todos os dias é como se estivéssemos meditando muitas horas, todos os dias, e na meditação entramos em contato com o nosso Eu, nos afastando da nossa mente, dos nossos pensamentos e das nossas emoções. Percebi muitas coisas, mas acabei ficando muito confusa. Então resolvi andar ainda mais. Fiz novamente o Caminho em 2014, o mesmo Caminho Francês, mas dessa vez completo, por 35 dias. Depois desse caminho me mudei da Irlanda, vim para o Brasil por seis meses e morei na Itália por alguns meses. Até que no dia 21 de junho desse ano resolvi andar de novo.

Foto arquivo pessoal

Foto: Arquivo Pessoal

Dessa vez fiz dois caminhos, o de Le Puy en Velay, que começa na França, na cidade do mesmo nome, e o Caminho Francês, na Espanha novamente. Terminei no dia 7 de setembro em Finisterre. Esse último caminho foi muito importante, porque finalmente consegui entender a maioria das coisas que tinha aprendido no primeiro caminho. Dessa vez também resolvi voltar para a Itália devagar, de ônibus e de carona. Dessa forma pude ir absovendo pouco a pouco o que tinha aprendido.

Peguei minhas coisas na Itália e fui morar numa fazenda na França. Morei sozinha por um mês, com dois cachorros, três burros e um gato, completamente isolada. Podia continuar andando e meditando, o que foi muito importante para o meu processo pós caminho. Ali comecei a escrever meu blog Peregrinando – Uma viagem pelo caminho interior e gravei alguns videos, também, para fazer um canal no Youtube e compartilhar um pouco de tudo o que venho aprendendo em meu caminho.

No momento estou no Brasil e no final de janeiro vou para a Índia. Continuo andando e percorrendo esse caminho de acordo com o que a minha Consciência vai me mostrando através da minha intuição. Vou seguindo o fluxo da vida e percebendo qual será meu próximo destino, apesar de hoje já saber que, na verdade, não precisamos sair de onde estamos para saber quem somos, pois quem nós realmente somos está aqui, dentro de nós. Todos nós somos Luz, somos pura Consciência, somos Paz, Amor e Alegria na forma mais pura, mas estamos dominados pela nossa mente e pelo nosso ego e minha forma de sair dessa prisão, meu instrumento de aprendizagem, são essas viagens, que hoje já não são mais para ver ou conhecer lugares, e sim para ser cada vez mais quem Eu Sou!

Muito, muito Amor, Paz e Luz para todos vocês!!!

Namastê,
Juliana

Revisado por Tarcisio Junior
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Sobre o Autor


Juliana Izabel Polydoro, psicóloga, mestre em psicologia da Saúde, com experiência em diversas áreas dentro da Psicologia, agora trabalha somente com clínica, atendendo presencialmente e por skype. É também escritora, poeta, roteirista de filmes, viajante, peregrina e dançarina.

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