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Cultura

Vai uma batata aí? Alimentando-se na Irlanda

Colaborador E-Dublin postou em 29 mar 2015

Por Lizandra Oliveira

Você, intercambista brasileiro, depois de muito esforço, economias e lágrimas no embarque internacional finalmente conseguiu desembarcar na Ilha Esmeralda. É bem provável que você tenha se preparado emocionalmente para os novos desafios, tais como, a busca por emprego, a procura por um cafofo, e até para o tão comentado inverno europeu. Mas, e a dieta? Você pensou nisso?

Pois é, meu caro, 8 em cada 10 brasileiros nem lembram desse detalhe e costumam sofrer um choque cultural logo de cara, sobretudo as meninas que acabam indo trabalhar como Au Pair e que, fatalmente, terão mais contato com os irlandeses e, claro, com a culinária irlandesa.

O primeiro choque

Esqueça o feijão com arroz, o bom irlandês come mesmo é batata! Não se surpreenda ao se deparar com batata cozida e purê de batata no mesmo prato. Às vezes ela pode aparecer em até três variações na mesma refeição. Mas se você gosta de batata, não passará perrengue por aqui.

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Reprodução: jamesandeverett.com

Um fato curioso é que, em meados da década de 1840, a Irlanda foi acometida por um fungo que infectou todas as plantações de batatas, deixando o povo faminto e exilando um grande contigente populacional. A praga foi chamada de Potato Blight, e durou quase uma década. O histórico de fome certamente contribuiu para a devoção ao tubérculo. Um dos pratos mais conhecidos e que faz sucesso na Ilha é a panqueca de batata chamada Boxty (vem de uma palavra galesa que significa “poor man’s bread”, ou “o pão do homem pobre”).

Mas apesar de todo esse sucesso, nem só de batata vive o Irlandês. Enquanto estiverem na Irlanda, os intercambistas terão a oportunidade de saborear outros legumes comuns aos países frios e que custam uma fortuna no Brasil. Quer um exemplo? Cogumelos e aspargos, que por aqui possuem preços bem acessíveis e garantem uma alimentação saudável. Algumas frutas, apesar de importadas, também possuem preços relativamente melhores que no Brasil, a exemplo das vermelhas, Blueberry, Blackberry e todos os outros berries. Porém, esqueça as frutas tropicais. Sabe aquele mamão papaia da feira de domingo, ou aquela manga tirada do pé? São praticamente especiarias por aqui, e você pagará bem caro para matar a saudade delas durante o seu intercâmbio em solo verde. Então a dica é investir na novidade e usufruir das leguminosas e frutas europeias.

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Reprodução: Wikipedia

Café da manhã, almoço e janta

A ordem pode até ser a mesma, mas na prática os irlandeses possuem hábitos bem diferentes dos nossos. A começar pelo café da manhã, que em sua versão tradicional mais parece um banquete, e bem gorduroso: bacon, ovos, salsicha, cogumelos, tomate, black pudding, white pudding, bolinho de arroz e até feijão doce – o famoso Irish Breakfast. Pois é, a coisa é pesada, mas eles não costumam comer assim todos os dias. No dia-a-dia o velho e bom cereal também faz as vezes por aqui.

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Fonte: GlobeViews

Hora do almoço? Geralmente ela se resume a um lanche rápido, coisa de um sanduíche (eles amam sanduíches), uma saladinha, uma toast e só. E muito comum, por exemplo, vê-los comendo no meio da rua mesmo, sentados em um banco qualquer. O almoço pra valer do irlandês geralmente acontece lá pela 17h ou 18h e, claro, tem batata. Por isso, se você for morar com um irlandês, tenha certeza que ele estranhará você com um prato recheado na metade do dia!

Para quem chega já tendo contato direto com os irlandeses, certamente as questões alimentares provocarão um choque inicial, porém, se olharmos com bastante atenção, dá sim para viver tranquilamente na Ilha sem se privar das coisas que gostamos no Brasil. Mas é preciso muita pesquisa e fazer muito teste para encontrar os produtos que mais se aproximam dos nossos sabores brasileiros.

Ah! E se a coisa apertar e sentir saudade de uma boa feijoada brasileira, é só correr para os restaurantes brasileiros que existem em Dublin. Prometo que fome você não vai passar! ;)

Sobre o autor:
foto franja 253Lizandra Oliveira é uma carioca cheia de prosa, formada em Jornalismo. É escritora e crítica, além de ser blogueira e uma viciada em redes sociais. Tem o sonho de ir para Irlanda e fazer vários intercâmbios pelo mundo afora. Atua há três anos como redatora e já falou sobre diversos nichos. Tem um site onde fala sobre os filmes brasileiros dos anos 70.

 

Revisado por Tarcisio Junior

Sobre o Autor


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