Você conhece o movimento Give Us The Night?

Você conhece o movimento Give Us The Night?

Colaborador E-Dublin

5 meses atrás

Você, provavelmente, já saiu nas noites de sexta ou sábado em Dublin e se sentiu frustrado com o que podem parecer leis caretas em excesso sobre vendas de bebidas alcoólicas e de licenciamento e horários de fechamento de boates aqui na Irlanda. Estou certa?

Saiba que você não está sozinho nessa. Embora essas leis possam ser frustrantes para os consumidores, para aqueles que vivem de “balada”, como produtores de eventos e artistas, elas representam um desafio muito mais real.

Grupo Give Us The Night luta por vida noturna na capital irlandesa. Divulgação. Give Us The Night

Grupo Give Us The Night luta por vida noturna na capital irlandesa. Divulgação: Give Us The Night

E é ai que entra o Give Us The Night, um grupo de voluntários composto por indivíduos cujos empregos se relacionam ou acontecem dentro da indústria da vida noturna e que lutam por uma mudança positiva nesse aspecto aqui na Irlanda. Os esforços ocorrem para destacar a contribuição da indústria da noite para a cultura, a comunidade e a economia no país, além de elevar a qualidade da vida noturna da cidade aos padrões internacionais das grandes capitais europeias.

O principal objetivo do movimento é criar debates e discussões sobre as leis de licenciamento na Irlanda, com o objetivo de influenciar mudanças legislativas que levem a uma indústria noturna mais ousada e lucrativa.

O grupo passou grande parte do ano passado reunindo dados sobre as leis de licenciamento da Irlanda e colocando-as em comparação com cidades mais progressistas da Europa, como Londres e Amsterdã. Leia abaixo o que Robbie Kitt, um DJ e membro do grupo, tem a dizer sobre o assunto.

“No último ano, analisamos completamente nosso sistema de licenciamento e descobrimos que ele é totalmente arcaico e fora de contato com práticas comuns vistas em outros países da Europa. Nós nos envolvemos com os principais especialistas internacionais na área, incluindo o primeiro “prefeito da noite” de Amsterdã, Mirik Milan, bem como os Czares noturnos de Londres e Manchester, Amy Lamé e Sacha Lord. Por meio de uma série de reuniões organizadas pela DublinTown, também nos envolvemos com empresários de todo o país, membros da An Garda Síochána, representantes de agências de transporte e bombeiros. Nosso manifesto e as sugestões nele contidas são uma compilação sucinta dessa pesquisa.”

O grupo publicou um manifesto baseado em muitas das pesquisas mencionadas acima. Você pode encontrar e ler aqui.

Grupo é responsável por manter a mídia informada sobre os problemas na indústria noturna da Irlanda. Divulgação: Give Us The Night

No início deste ano, o Give Us The Night reacendeu sua campanha para colocar essa questão de volta nas mentes do governo irlandês. O recém-publicado mandato, acompanhado de reuniões em torno das principais cidades irlandesas como Galway, Limerick, Cork e Dublin, fez algumas sugestões para o que poderia ser melhorado em termos de licenciamento de vida noturna na Irlanda. Que seriam:

  • Estabelecer um conselho consultivo e prefeito voltados para a noite ou Assessor Econômico Noturno, para representar as questões da economia noturna.
  • Abolição de Pedidos Especiais de Isenção — para cada noite que um clube abre até às 2:30 da manhã eles devem pagar €410 em tribunal mais taxa de advogados antes mesmo de abrirem as portas. Isso coloca restrições financeiras para esses clubes e aplicam-se a todos eles, de grande ou pequeno porte. Membros da Garda e organizações como MyTaxi têm sido favoráveis a esse quesito.

Além disso, o Give Us the Night propõe que algumas licenças para fechamento após as 3h da manhã, quando apropriado e com consulta prévia, possam ser vistos como um caminho a seguir, assim como acontece em outras cidades europeias.

Na espinha dorsal do Give Us The Night está a ideia de que a economia da vida noturna é importante para a economia como um todo e o bem-estar dos irlandeses. Desafiar os nossos cidadãos a curtir uma balada até altas horas da noite, se assim o desejarem, é uma ideia do século XX e precisamos de soluções para o século XXI.

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JULIA MORENO. Formada em fotografia e marketing, é apaixonada por música eletrônica, festas e festivais e está sempre em busca das melhores vibez que acontecem no mundo!

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