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Festivais

Voluntariar no Electric Picnic: Oportunidade ou cilada?

Elizabeth Gonçalves postou em 06 ago 2016

Reprodução: Dublin Overnight

Reprodução: Dublin Overnight

Entre os dias 2 e 4 de setembro, a Irlanda vai sediar mais uma edição do festival de música mais esperado do país.

Nesta edição, encabeçam o line up do festival grandes bandas, como Chemical Brothers, New Order e LCD Soundsystem – esta, possivelmente, a banda mais esperada do evento, que volta aos palcos após um hiato de quase cinco anos.

Também integram a programação do festival Lana Del Rey, Noel Gallagher’s High Flying Birds, Years & Years, Editors, The 1975, The Shins, entre outros.

Os ingressos para os três dias do evento estão esgotados, mesmo assim é possível encontrar alguns à venda online por preços a partir de 330 euros, incluindo camping. Mas, só tome muito cuidado na hora de efetuar a sua compra e não cair numa cilada e adquirir bilhetes falsos.

Voluntariado

Outra opção para quem não quer perder esse festival, mas não quer desembolsar toda essa grana para conferir o evento, é se candidatar para trabalhar como voluntário.

Reprodução: Hotbox Events

Reprodução: Hotbox Events

As inscrições ainda estão abertas no site do festival. Os candidatos devem estar disponíveis para trabalhar durante todo o fim de semana. No total, são 24 horas de trabalho, que, no caso, são divididas em quatro turnos de 6 horas ou três de oito horas cada. Segundo a produção do evento, os voluntários têm acesso liberado aos shows após os expedientes.

Orientar o público, ajudar na segurança e carregar equipamentos, são algumas das atividades exercidas pelos voluntários durante o evento.

Como o nome “voluntariado” já diz, não há remuneração envolvida. Além disso, quem quiser trabalhar no evento como voluntário deve pagar um depósito no valor de 250 euros – essa taxa funciona como uma garantia de que os voluntários não desistirão do trabalho na última hora e é devolvida até três semanas após o evento, desde que os turnos tenham sido devidamente cumpridos.

Como é essa experiência?

Para você ter uma ideia melhor de como isso funciona, confira a história do João Augusto Prado, que trabalhou como voluntário no evento alguns anos atrás.

João trabalhou como voluntário no festival em 2012 Foto: Acervo pessoal

João trabalhou como voluntário no festival. Foto: Arquivo Pessoal

“A oportunidade de trabalhar no Electric Picnic surgiu através da indicação de um amigo. Eram cinco dias de trabalho, durante as madrugadas do evento. Em nossas cabeças, tudo seria bem divertido, porque pensávamos que trabalharíamos ao som das maiores bandas do mundo, mas no nosso caso não foi bem assim. Chegamos ao evento e fomos divididos em equipes. O trabalho consistia em coletar o lixo gerado pelo público. Esperávamos receber aqueles coletores de lixo (que parecem braços mecânicos), mas recebemos apenas finas luvas de borracha e sacos de lixo. Nos alinhávamos em uma espécie de cordão humano e, ao sinal dos coordenadores, íamos catando o lixo com as mãos em um movimento de agachar e levantar constante que, no final, cobrou um preço alto de nossas colunas.

Trabalhávamos por volta de 5 ou 6 horas, com um intervalo de 1 hora. Tínhamos de trazer o lanche de casa e o transporte até o evento seria descontado dos nossos ganhos. Os coordenadores também não foram muito amigáveis nesta edição. A pior parte era quando tínhamos de limpar a área dos banheiros químicos. Em eventos regados a álcool e alguns tipos de drogas, as pessoas tendem a um comportamento mais “bestial”, se assim posso dizer. Ter de catar absorventes usados e papel higiênico com as mãos não é uma tarefa muito agradável.”

A partir da experiência do João, é possível perceber que trabalhar em eventos musicais pode não ser uma das maiores maravilhas do mundo. Mas como toda experiência é muito relativa, se você já participou de algum festival irlandês como voluntário, conte pra gente como foi aqui nos comentários!

Revisado por Tarcísio Junior
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Sobre o Autor


Elizabeth Gonçalves é jornalista viciada em cinema, música e literatura. Paulistana, se apaixonou por Dublin, onde mora há mais de um ano e sonha em fazer uma viagem de volta ao mundo.

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